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Inteligência Relacional: um 'novo' tipo de Networking

Raquel Rodrigues | Sep 22, 2017

Matéria de capa da edição de agosto de 2017 da revista Você S/A, a Inteligência Relacional é apontada como “a competência mais revolucionária desde a descoberta da Inteligência Emocional”.

O texto cita que o termo foi cunhado pelas pesquisadoras Erica Dhawan e Saj-Nicole Joni, que escreveram juntas o livro Get Big Things Done: the Power of Connectional Intelligence (“Faça grandes coisas: o poder da inteligência relacional”, em tradução livre e sem edição no Brasil).

Eu ainda não tive oportunidade de ler, mas gostei de saber que mais pessoas estão envolvidas em estudar a fundo o assunto.

Habilidades Interpessoais

O psicólogo americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas na década de 1980, veio nos mostrar que cada um de nós tem uma predisposição genética em relação ao processo de aprendizagem. Desta forma, o QI (Quociente Intelectual) foi questionado e deixou de ser sinônimo de inteligência.

Nove tipos de inteligência foram apresentados: linguística, lógico-matemática, musical, espacial, cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencialista. Atualmente, novos estudos apontam a digital como uma décima.

Então, na década de 1990, o também psicólogo americano Daniel Goleman nos presenteou com a publicação Inteligência Emocional, sendo essa uma metacapacidade das inteligências múltiplas. Ou seja, explicou como o entendimento do funcionamento das emoções nos ajuda usar bem e melhor quaisquer das outras inteligências.

Além disso, os pilares da Inteligência Emocional estão intrinsicamente correlacionados com as inteligências intrapessoal e interpessoal, num processo de conexão primeiramente interna e depois externa. Inclusive, esse tem sido o foco do meu trabalho.

E Goleman dedicou a Parte Três inteira de seu livro Trabalhando com Inteligência Emocional às Habilidades Interpessoais, dizendo serem absolutamente necessárias para o desenvolvimento profissional. Habilidades advindas de competências emocionais como autocontrole, merecer confiança, adaptabilidade, inovação, dedicação, iniciativa, compreender os outros, alavancar a diversidade, influência, colaboração, criação de vínculos, entre outras.

Essa é a base da Inteligência Relacional.

“Novo” Networking?

Nem tão novo assim! Afinal, eu mesma venho praticando há vários anos e mostrando esse caminho para as pessoas quando compartilho o que para mim é o verdadeiro Networking:

Qualquer semelhança não é coincidência

Uma frase que me chamou atenção no texto diz que “essa nova inteligência é uma espécie de networking objetivo, que se vale dos relacionamentos para gerar inovação, aprender e alcançar resultados com mais rapidez e qualidade”.

Eu concordo. Antes de realizar qualquer coisa eu sempre me pergunto: quem da minha rede pode me ajudar? Foi assim que aluguei apartamento direto com o dono tendo inúmeras vantagens, vendi meu carro pelo valor que queria em três dias, consegui acesso a pessoas e oportunidades que me interessavam. Bom? Ótimo!!!

E, tão importante quanto abordar as inteligências, Howard Gardner, Daniel Goleman e tantos outros pesquisadores comprovaram que inteligência se educa e se aprende.

Sendo assim, aproveite todos os insights que compartilhei e comece agora mesmo a aproveitar tudo que o Networking inteligente pode proporcionar para sua vida e carreira.

Ótimas descobertas e ótimas conexões!

Raquel Rodrigues

Raquel Rodrigues

Raquel Rodrigues é empreendedora, curiosa, criativa, escritora, palestrante, facilitadora, treinadora emocional e networker por vocação. Idealizadora do canal de conteúdo Conexões Verdadeiras